A bruxa em toda mulher
Tem gente que xinga uma mulher, chamando-a de bruxa. A bruxa tem sido mal vista e mal interpretada durante séculos, principalmente após a inquisição, do século XV até o século XVII.
Tudo isso foi e é pura ignorância, pois as chamadas bruxas eram as mulheres sábias, as druidas, as xamãs, curandeiras locais, que sabiam tudo sobre as ervas, plantas que curam, magia; ouviam as pessoas com problemas e as ajudavam.
A bruxa era a mulher que seguia a religião da Deusa, ou antiga religião. A grande Deusa era aquela que dava a luz, que trazia para a existência toda a vida, a criadora da natureza, a própria natureza, fonte de prazer com poder ilimitado e livre.
Deus era seu consorte, seu parceiro. Chamado de Deus cornífero que era retratado com chifres de animais.
Em cavernas e grutas no oriente, Índia, no Alasca, no ocidente, na França, Espanha, Irlanda, Ilhas Britânicas, Itália, até na África do Sul foram encontrados desenhos representando o culto a Deusa mãe, desde a pré-história.
Este culto aspirava uma parceria espiritual de poder que conciliasse o masculino e o feminino.
Baseado na representação do deus cornífero, foi criada a imagem do diabo, segundo a igreja cristã. Ele é apenas uma invenção da época, uma forma de atribuir as mulheres bruxas, ligações com práticas obscuras, o qual elas nunca compactuaram.
Com toda esta perseguição, muitas mulheres do mundo todo sofreram uma tremenda repressão, que ainda podemos ver nos dias de hoje.
A repressão foi tão forte que passa até da própria mãe para o filho!
Bom, é uma longa história, mas agora, quando alguém te chamar de bruxa, não pense na mulher com chapéu pontudo, mas ao invés disso, fique orgulhosa, pois trata-se da definição de sabedoria, força, determinação; a mulher espiritualizada, adaptável, em sintonia com a mãe natureza, seus ciclos e ritmos.